terça-feira, 27 de setembro de 2016

Revolta de si



Como posso imaginar uma vida perfeita?
Afinal perfeição não existe...
Não me conformo como tenho pensado,
Não aceito esse ser que vejo quando olho no espelho.

Ódio me consome só de reclamar
Cale-se...

Não pense age, não age pense.
Estou cansada de tentarem me moldar...

Não sou um boneco que só mexe quando você faz
Não sou uma máquina que só obedece,
Mas o que sou?
De tanto subsistir da forma que querem.
Fiquei sem identidade...

Critico tanto, mas não sou nada...
E quando calo-me,
Torno-me o mais ordinário dos seres
Como prova rebaixo a mim mesmo.

Vida maldita que me consumiu
Virei dependente dela,
Aprisionada em meu próprio fracasso.
Consternação do vazio!

Suspiro pela última vez
Antes que cometa atos insanos,
Não que me importe
Mas até eles sabem que nem para morte sirvo
        
Deixo agora,

Cinzas de um ser escusado
Onde a ventania espalha seu desgosto pela terra
E em cada estação, se ouve os gritos de revolta da agonia que carregava em seu coração mórbido.

























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