terça-feira, 1 de novembro de 2016

O ETERNO - CAP 2




Naquela madrugada houve um pesadelo na cabeça daquele homem.
Ele lembra que via uma mulher de vestido roxo andando pelo parque, em sua cabeça tem uma toca de urso negro, caminha sempre em frente, nunca olha para os lados, seus pés estão sangrando, em sua mão carrega um punhal manchado de sangue, seu pulso sangra... Em um determinado momento, ela para e olha, procura alguém, olha para os lados se desespera, e se encolhe, chora muito, começa a pedir socorro.
Socorro! Você que esta dormindo, me ajude, ele está vindo atrás de mim... Acorda!

Depois desta suplica, começa a correr, sempre em frente, o parque vai ficando escuro e o verde da natureza se torna preto, em um último impulso, ela para e olha para frente.
Você que está lendo essa história, pare de ler e venha - me ajudar, por favor, eu te imploro, ajude – me vou morrer. Lágrimas começaram a cair de seu rosto. Socorro, me ajude...
Naquele instante nosso homem acordou, isolado na cama como sempre. Olhou o despertador, viu que era 9h da manhã, sentia uma fome enorme. Levantou e foi tirando sua roupa, precisava se banhar, colocou a temperatura gelada para espantar de vez o sono, passou sabonete no seu pouco cabelo preto, já tinha duras entradas da futura calvície, depois passou sabonete por todo corpo, enquanto fazia isto, lembrava seu pesadelo, não se sentia bem em reviver lembranças, escovou os dentes, pegou a toalha se secando e saindo do chuveiro. Abriu o guarda roupa, pegou uma roupa toda branca, gostava desta cor.
Quando se arrumou, foi ao lado da cama, viu a mulher nua dormindo, estava toda machucada nos pulsos, nos tornozelos, pelo visto tentou se soltar por muito tempo. Ao seu lado, tinha urina.
Ouve – se um suspiro profundo.
Que coisa nojenta. Depois do meu café eu venho te banhar.
Eu estou descendo. Espero que minha mãe não esteja brava comigo.
Ao descer ele para na frente do quadro da mãe.
Bom dia, Mãe.
Esperou um pouco e foi para cozinha. Preparou torradas com alguns pães que estavam na mesa, depois de uns minutos no forno, passou geleia de morango, comeu todas as 10 fatias que tinha. Na hora lembrou que tinha visita.
Esqueci a merda do café. Tenho que preparar algo para ela comer. Ela é magra, não deve comer muito. Levarei um copo de leite com café e uma laranja.
Naquele instante, sua campainha toca. Olha para ao lado e não enxerga a chave. Deve estar na calça.
A campainha continua tocando.
Já vou atender, só um instante.
Subiu as escadas e na entrada do quarto, ouviu um barulho.
Gemidos femininos.
Acordou! Daqui a pouco lhe dou um banho e atenção. Acredita que tem alguém na porta.
Pega a a chave na sua calça e sai do quarto, para na porta, pensa um pouco, se aquela mulher fizer um barulho demais, chamará atenção, o que fazer se ela gritar?
Voltou para o quarto.
Os olhos se cruzaram novamente. O dele tem ternura, dela medo e desespero.
Ele abaixa e cochicha em seus ouvidos.
Desculpa, tá!
Em seguida levanta e vai atrás da porta, pega um martelo, se aproxima da mulher, sorri e direciona com força o martelo na sua cabeça, uma batida foi o suficiente para espirrar muito sangue e ela desmaiar. Ele larga o martelo ao lado dela, pega sua camisa e limpa suas mãos e braços que ficaram com sangue.
Campainha continua tocando.
Ele desce rapidamente e abre a porta com um sorriso de ponta a ponta.
Bom dia.
Na sua frente tinha um rapaz dos correios.
Bom dia, o senhor Jesus...
Rapidamente nosso homem não deixa o carteiro prosseguir.
Sim, sou eu. Não precisava falar o restante. Não gosto. Não sei onde minha mãe estava com a cabeça de me colocar o nome do filho de Deus.
O carteiro sorri.
Em seguida mostra um pacote que nosso homem precisa assinar.
Depois que ele assina se despede do carteiro, que vira as costas e volta para o carro dos correios.
Ambos foram simpáticos um com o outro.
Ele fechou a porta, pegou o pacote jogou na sala, olhou para as escadas, subiu...
Antes resolve olhar para sua mãe.
Mamãe.
Em seguida sobe as escadas.


Já temos um nome... Jesus. Mas quem é esse Jesus, o salvador?

Gostou? Então leia o Primeiro capítulo, abaixo.



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