terça-feira, 15 de novembro de 2016

O ETERNO - CAP 4


Ela ouviu a porta sendo trancada.
Temia que não teria muito tempo até ele voltar. Sentia – se em perigo. Nunca sentiu tanto medo quanto naquele momento. Seus medos da infância sempre foram bobinhos, coisas como o homem do saco, não sair sozinha na rua a noite, trovões e chuva forte, além de alguns insetos, aquela experiência já estava extravasando tudo que poderia suportar. Não era mais hora para ficar receosa, tinha que lutar e enfrentar aquela situação.
Suas mãos e pernas estavam amarradas e firmes. Começou a fazer muita força para tentar soltar as cordas, a cada impulso que fazia, seus pulsos queimavam de dor. Parou por um instante, tinha que pensar em alguma saída...
Depois de refletir, sentou na cama e suas mãos estavam amarradas para frente, começou a tirar as cordas primeiro dos pés, depois de ter conseguido com muito jeito, se livra das cordas que prendiam suas mãos, seu braço ficou muito vermelho e dolorido. Foi debaixo da cama e pegou o martelo. Antes de abrir a porta, sua mente começa a se recordar:

Estava na festa, sua amiga resolve transar com um cara e ela perde sua única chance de voltar acompanhada, tinha bebido um pouco a mais que o costume, muitos homens ficaram querendo leva - lá para casa, deu um fora em vários, sabia que só queriam sexo. Quando por um milagre, o primo da sua amiga apareceu e perguntou se não queria carona, como o conhecia há muito tempo, aceitou. Se recordou que na festa, teve um homem que não se aproximou, ficava a seguindo com os olhos, parecia muito com o maníaco que a sequestrou, sua mente não tinha certeza, no caminho de casa, o primo da sua amiga parou o carro em um acostamento, ela já imaginou que ele tentaria algo, para sua surpresa alegou que queria urinar, saiu do carro e foi para um poste, na mesma hora ouviu uma moto parando, olhou para trás, viu um cara se aproximando e batendo na cabeça do seu amigo, em seguida avançou no carro que ela estava e tentou abrir a porta do carro, gritou muito e lutou para ele não abrir a porta, quando conseguiu sentiu uma dor muito forte na cabeça, levou uma martelada, sendo mais precisa, com o mesmo martelo que estava na mão. Pensou:
Será que meu amigo está bem?
Não era hora para ficar refletindo. Tinha que sair e pedir socorro. Abriu a porta. Quando saiu, notou que a casa tinha dois andares, além do quarto que estava presa, tinha ao final do corredor outro quarto, foi até a porta mas não conseguiu abrir, estava trancado. Decide descer, como não conhecia o lugar anda com muita cautela, lembrava que o rapaz disse algo sobre sua mãe, imaginou que a porta fechada fosse da mãe. Quando desceu pela escada viu um quadro enorme na parede, era de uma mulher estranha. 



Era uma pintura colorida, não podia ser a mãe dele, era algo meio surreal, a mulher sentada na cadeira olhava para ela, resolveu descer logo, percebeu ao lado do quadro estranho outro menor, com uma mão sendo perfurada por prego, aquela imagem ela conheceu, lembrava a crucifixão de Jesus. O mesmo nome do rapaz. Terminou de descer, a porta da frente estava trancada, foi para cozinha, a porta dos fundos também estava fechada, não tinha mais para onde ir abre a gaveta do armário e pega uma faca, coloca o martelo na mesa, antes de voltar para sala percebe que tem um saco com muitas laranjas e ao lado vários galões de óleo, realmente aquele homem era anormal, ocorreu que na hora que ele levou café, tinha um copo cheio de óleo que foi tomado. Nojento.
Saiu da cozinha e foi para sala, estava um pouco desligada, nem percebeu que ao chegar na sala, ele estava na sala olhando para o quadro. No susto gritou e tentou correr, foi para cozinha e tentou abrir em vão a porta, gritava com toda sua força.
Socorro. Socorro. Ajudem – me.
Parou de gritar e olhou e viu que ele não foi atrás dela. Seu coração batia aceleradamente, pegou o martelo que estava na mesa, em suas mãos tinha uma faca e martelo, foi brandamente para sala, quando chegou, o rapaz estava no mesmo local contemplando o quadro.
Mamãe deve estar brava comigo. Ela disse que eu não poderia trazer pessoas para casa. Você saiu do quarto, agora ela vai - me colocar de castigo.
A moça começa a chorar.
Por favor. Deixe – me sair desta casa. Eu juro que não conto para ninguém.
Um pequeno sorriso sai da boca do rapaz.
Olhe...
Ele aponta para o sofá.
Eu comprei chocolate e alguns alimentos saudável para você comer.
Ela fica mais nervosa.
Eu não quero nada. Somente ir embora. Grita novamente. Socorro, estou presa nesta casa com um lunático.
Após essa fala os olhos se cruzaram. Os dele tinham mistério. Os dela muito receio.
Mamãe não gosta de gritaria. Não adianta escanda – ló, estamos longe dos vizinhos. Ninguém vai - te ouvir.
Após essa fala começou a descer as escadas. Com medo de ser atacada ela aponta a faca...
Não se aproxima, ou eu te corto. Fique longe de mim.
Ela dá alguns passos para trás, ele se aproxima.
Fique tranquila, não vou – te machucar.
Passou por ela, foi até a cozinha abriu a geladeira pegou um pouco de óleo e começou a tomar, tirou também uma banda de laranja e enfiou tudo na boca, engolindo com a casca. A moça achou aquilo repugnante e lhe deu náuseas.
Mamãe disse que eu não tenho alma. Acredita nela?
Ela ficou paralisada, não sabia o que fazer, apenas olhava para aquele ser que tinha como louco, ele sentou na mesa e pediu para acompanha – ló. Rejeitado.
Repito. Mamãe disse que eu não tenho alma. Acredita nela?
Sua boca começou a tremer e resolveu responder.
Não sei. Juro que não sei.
Ele sorri.
Imaginei.
Em seguida ouve – se um barulho no andar acima, uma porta foi aberta. Uma voz grossa mas feminina surge entre a casa.

Jesus seu desgraçado. Desobedeceu sua mãe.

O que vai acontecer na última parte deste conto. Acompanhe - O ETERNO

Quer conhecer mais, acesse as outras partes da história abaixo:


Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário