quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O ETERNO - FINAL


ANTES DE LER ESSA PARTE FINAL, RELEIA OS CAPÍTULOS ANTERIORES:


Jesus Salvatorre! O que eu tinha - lhe dito antes?
Olhe para mim quando estiver falando com você! Seu infeliz.
Uma velha com o rosto enrugado e com os olhos negros gritava com Jesus, que nada fazia, não olhava nos os olhos da sua mãe. Eles estavam no meio da escada, enquanto isso, no final da escada uma moça que tinha sido sequestrada ficava olhando tentando entender o que estava ocorrendo.
Jesus? Porque trouxe uma mulher para casa. Sem o meu cosentimento Suas mãos pequenas pegam no pescoço do filho e pressiona Diga seu infeliz, filho do demônio.
Jesus apenas olha para mãe. Quando ela ficava brava, tinha aprendido desde antes em nunca contrariar, acabou fazendo o que sempre faz...
Perdão mãe. Não quero te magoar. Ainda me ama, mamãe?
Em seguida as falas do filho, ela pega – o com força e abraça intensamente.
Claro que mamãe ama. Perdoado.
Ao se desvincular do abraço, sobe pelas escadas em silêncio, caminha até voltar ao quarto, a moça corre atrás e antes da senhora fechar a porta chama atenção.
Por favor, seu filho me sequestrou.
A senhora ignora totalmente a moça.
Mamãe tem sono e sede, leve – me um “suquinho” de laranja. Não se esqueça de se livrar desta menina o quanto antes.
Fecha a porta e o silêncio impera no corredor.
Jesus olha para a mulher.
Desculpe pelo ocorrido. Mamãe já está velha. Não gosta de visitas.
Quando ele subiu as escadas, a mulher aponta a faca para ele ficar longe.
Não se aproxime ou eu te mato.
Subitamente a porta do quarto da senhora se abre, em uma velocidade extrema, a mulher recebe uma pancada na cabeça e cai desmaiada.

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Um barulho de enxada.
Alguém esta cavando um buraco, tem também vozes, parece que duas pessoas estão conversando.
A mulher acordou com uma dor tremenda na cabeça, notou que sua boca estava amordaçada, mãos e pés amarrados, estava dentro de um saco preto com a cabeça de fora, tentou se mexer e não conseguiu, sentia que estava amarrada por uma corda, olhou para frente e viu a mesma velha de antes sentada em uma cadeira, ao lado tinha uma mesinha de ferro com uma bandeja e um copo de suco, possivelmente de laranja. O seu filho estava dentro de um buraco tirando a terra, ao lado do buraco já estava um montante de terra vermelha. Naquele instante a velha olhou para a moça.
Olha só quem acordou meu filho? A fedelha.
A cabeça do Jesus saiu do buraco e sorriu para a moça.
Não chame minha amiga de fedelha, mamãe.
O olhar furioso de sua mãe foi imediato.
Cala a boca e vamos enterrar rapidamente. Estou com frio.
Calma mãe, estou fazendo o mais rápido que posso.
A mãe levantou da cadeira nervosa.
Quer me ver doente infeliz?
Em resposta, o filho abaixou a cabeça.
Muito bem, meu filho. Vá pegar aquele verme.
Ele saiu do buraco, sua roupa estava toda suja de terra vermelha, vai até a moça, pega pelo colo seu corpo amarrado no saco.
A moça começa a chorar compulsivamente, realmente não entendia como tinha ido parar naquele lugar. Estava preste a ser enterrada viva, já não bastava o sofrimento que passou nas últimas semanas com o término do seu relacionamento, agora estava preste a morrer, não podia acreditar.
Chegando na ponta do buraco foi jogada, ao cair sentiu uma terra úmida. Olhava para o rosto do rapaz e de sua mãe olhando - a.
Pegue a pá e a enterre logo.
Jesus começa a jogar terra no buraco. A cada monte de terra que caía na menina ela gemia de temor. Sofria por não entender como foi parar naquele local, não podia conceber que sua vida iria acabar de uma forma tão banal. Começou a sussurrar, tentava pedir socorro.
Jesus pare de jogar por um instante. Desça e tire a mordaça da boca dela, quero entender o que está dizendo.
Ele olhou para sua mãe, concordou e desceu.
Mamãe e se ela começar a gritar, poderá acordar seus amigos.
A velha colocou sua mão na cabeça cheia de cabelos brancos. Ajoelhou – se na ponta do buraco.
Menina preste atenção, vamos tirar isso da sua boca, se você gritar vou pedir para Jesus abris sua cabeça com a pá. Quer que meu filho faça isso?
A mulher com a cabeça sinalizou negativamente.
Ótimo! Tire e suba.
Ele obedeceu sua mãe, tirou a mordaça e saiu do buraco, ficando ao lado da mãe observando a sua amiga.
Diga menina...
Ela tinha muitas perguntas a fazer, precisava gritar por socorro, queria se debater até se soltar, mas estava no “fio”, se fizesse qualquer coisa que desagradasse, poderia ter sua vida decretada. Teria que manter o controle.
Por favor, pelo amor de Deus, não me mate. Eu não fiz nada a nenhum de vocês. Eu juro que nem sei como parei aqui, não mereço morrer desta maneira. Eu imploro em nome de Deus.
Mesmo tentando manter o controle emocional, quando começou a falar, suas palavras ficaram embargadas de lágrimas, expressando - se em choro.
Mãe e filho se olharam. Pensaram um pouco e a mãe fala com a moça.
Você gosta de suco de laranja?
Foi muito estranho a pergunta, e não refletindo respondeu rapidamente.
Sim, senhora!
O rapaz cria um rosto de felicidade.
Viu, mamãe! Eu disse que ela poderia ficar conosco. Ela está preparada.
Existe uma seriedade na face da velha.
Ainda não sei meu filho. Menina! Fala com um tom mais grave Quer morar eternamente conosco?
Jesus sorrindo acena positivamente que sim para a moça.
Não sei senhora. Eu tenho uma casa, uma família, desejo voltar para meu lar.
Nesse momento começa a chorar compulsivamente.
A resposta não foi satisfatória.
Está vendo Jesus. Queremos dar uma chance para as pessoas em aceitar a salvação, mas elas não entendem. Desça e amarre a boca e depois enterre - a. Vou sentar e tomar meu suco de laranja. Ele pula no buraco. A menina desesperada começa a suplicar e tenta se desamarrar.
Eu não queria que acabasse assim, mamãe decide.
Ao tentar amarrar a boca da menina, ela morde. Ele grita de dor e se afasta. Sua mãe levanta e vai ver.
Não disse seu inútil que ela não prestava. Enterre – a deste jeito.
Jesus subiu e pegou a pá e começou a jogar terra vermelha.
A menina começa a gritar desesperadamente.
Socorro. Socorro. Alguém me ajuda. Querem me matar. Socorro.
A velha toma a pá do filho e ela mesma começa a jogar terra.
Enquanto eu jogo com a pá, você joga com a mão, acerta a terra no rosto dela para parar de gritar.
Sim, mamãe.
A menina ainda grita, mesmo engolindo muita terra, tenta com muito esforço lutar pela sua vida, em talvez seus últimos momentos, dá um grito ecoante.
Socorro!
A velha e seu filho colocam as mãos nos ouvidos.
O que parecia ser impossível acontece, sua amiga aparece na ponta do buraco.
Maria o que houve? Que escanda – ló é esse?
A velha e seu filho olharam para a moça que estava ao seu lado, olharam para Maria no buraco, não falavam mais nada, a velha ficou com muita raiva e Jesus parecia triste, acenou dando um tchau para Maria.
Acorda Maria. Maria!
Maria levantou rapidamente, que até bateu a cabeça na cabeça da sua amiga.
Sua “louca”, presta atenção!
Maria que tinha seu coração acelerado olhou ao seu redor, estava no sofá de uma sala, quando se levantou lembrou – se do lugar, era o mesmo da festa. Sentou novamente.
O que houve Maria? Pesadelos?
Maria acena para amiga que sim.
Eu disse para não beber tanto, sua “doidinha”.
Sua amiga se levanta pega a sua bolsa ao lado e levanta a Maria.
Vamos embora logo, iremos aproveitar a carona do meu primo!
Maria pergunta para amiga:
O que aconteceu?
Amiga sorri.
Só você mesmo amiga. Você tomou todas, chegou um momento que eu disse, para! Você não está acostumada. Nem ligou, bebeu e não queria parar. No meio da noite fui ficar com um “cara” estranho e muito legal ao mesmo tempo, era muito tarado e gostoso na cama. Pedi para meu primo ficar de olho... Até que você encostou no sofá e dormiu.
Maria não acreditava que tudo tinha sido um pesadelo.
Eu sonhei que tentavam me matar...
Amiga arregalou os olhos e saíram da casa onde tinha ocorrido a festa.
Maria, espero que não tenha usado nenhuma droga.
Ao saírem encontraram o primo na frente da casa, ele entrou no carro, Maria foi para o banco de trás e sua amiga ao lado do motorista. Estava muito pensativa com todo aquele sonho esquisito, resolveu não falar mais nada para amiga. O carro saiu em seguida. Maria passou a mão nos seus pulsos e ambos tinham marcas, marcas que ela lembrava onde conseguiu. Mas não era possível tudo ter sido somente um sonho.

FIM


Acho que não...

O carro parou em uma lanchonete para o primo da amiga comprar algo para comerem. Maria só tinha a imagem do pesadelo, já sua amiga não parava de falar no rapaz que “transou”, ela só parou quando seu primo entrou com um lanche.
Obrigada primo lindo. Quer comer Maria?
Maria acenou que não, aceitou a bebida.
O que você comprou para bebermos?
 O primo deu um gole na bebida que estava no copo, passou para sua prima que em seguida entregou na mão da Maria.
Eu comprei suco de laranja!

Maria encara para o copo, olha para dentro da sua alma e compreende, não foi um sonho!
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