quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Banheiro Publico - Ibirapuera

Em uma tarde de verão posso dizer como me divertir, um dia para se lembrar. No entanto inicio de ano nosso parque Ibirapuera estava com pouco ou nenhum funcionário da faxina, lamentável o que descreverei a seguir.
Sei Bruto, que possuís essa vir­tu­de, como conheço vosso aspecto externo. A honra vai ser o assunto da conversa. Ignoro o que pensais e os outros banheiros sobre esta vida; mas com referência a mim próprio, direi que preferira não viver, a viver sempre usando estes banheiros tão imundos que até os insetos falecem de tão podre que és o ambiente. Papel no chão, no vaso e até nas paredes, tal qual se deu o mau cheiro; nós, tão bem quanto ele, nos criamos, como podemos suportar, com ele inabitável, sem nem papel limpo para usar, prefiro nem tentar entrar. De uma feita, numa tarde enublada e ensolarada, em que a bexiga cheia se batia dentro das próprias margens, perguntou-me Não tem onde usar? Ousarias atirar-te, por alguns segundos, na corrente infensa e andar até ali?

Num deus, agora, está inundado esse banheiro, sendo assim uma mísera criatura que precisa de cuidados, quando faço com enfado um gesto vago. O mundo apanhou febre; e, quando o acesso lhe vinha, notei bem como tremia. Sim, esse deus tremia do horror experienciado; seus covardes lábios ficaram pálidos, e os mesmos olhos que ao mundo todo inspiram medo o brilho a perder vieram. Muitas vezes o ouvi gemer de tanta agonia ao ter que ir para aquele lugar tão horrendo. Sim, essa mesma língua que os romanos deixava estupefatos, levando-os a aliviar os seus discursos, ah! gritava tal qual donzela doente: “Água! Dá-me um pouco de água!, preciso me limpar” Muito me espanta, ó deuses! ver que um banheiro de uma constituição assim tenha permitido que esses banheiros neste mundo majestoso e, ficasse nesse estado.
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