quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

RESENHA - BLECAUTE - MARCELO RUBENS PAIVA

De Marcelo Rubens Paiva



Uma trama que trabalha uma depressão por descobrir a solidão e o tédio de uma forma bem diferenciada. O vicio, amor, ódio e a reflexão que o mundo está em expansão.
Temos três protagonistas, Rindu um jovem cheio de problemas emocionais e existenciais, carrega um conflito dúbio de sua sexualidade, vive com medo do mundo e da vida. É um ser que passa sua vida inteira ou boa parte dela fazendo perguntas sem sentido, racionaliza tudo e é facilmente influenciado.
O melhor amigo de Rindu, Mário, um rapaz totalmente diferente de Rindu. Ele é corajoso, gosta de aventuras, personalidade forte e não dá o braço a torcer. Muito decidido em suas idéias e desejos que sempre arrasta Rindu para suas aventuras.
Martina uma jovem intrigante com várias emoções. Namorada de Mário, muito certinha e tenta o tempo todo se ocupar com algo e colocar soluções para os problemas. Frágil mesmo mostrando uma força, não quer ficar sozinha, não quer enlouquecer.
Nossos três protagonistas vão para uma expedição em uma caverna de São Paulo, mas o que não esperavam era que ficariam presos por 4 dias. Ao finalmente saírem percebe que muita coisa mudou, o mundo que nós conhecemos não era o mesmo, estava paralisado.
Com todos os seres humanos duros, imóveis exceto os 3 jovens e os animais nossos jovens vivenciaram o que poderíamos dizer em sobrevivência. Tiveram que aprender a conviver com eles mesmos, arrumar algo para fazer na vida agora que ela estava inexistente.
 Destruíram as coisas, monumentos e tudo que via pela frente, se armaram, buscavam por comidas e hobbis, viajaram e souberam o que era o desespero de não ter o que fazer, de não ter um objetivo que os impulsionavam a viver.

A depressão e solidão que tomou conta de todos, um sistema destruído, sem certo ou errado apenas um mundo regredindo e voltando a era primitiva de sobrevivência este livro mostra o ser humano dependente dos outros, da vida, da pressão do sentindo que impuseram hoje em nossas mentes de viver, pois sem nada disso o que seriamos afinal?
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