terça-feira, 17 de janeiro de 2017

POETA DA VIDA




No jogo da vida, somos somente um sopro.
Por isso, temos que aproveitar cada ventinho em nosso rosto, sorrir e rodopiar feito criança. Aliás, nunca deveríamos perder a inocência da fase serelepe. Perdemos muitas coisas, a idade, os segredos, perdemos os outros e a nós mesmos.
Não sou feliz e nem triste, o que sou? Um sonho mal vivido!
Uma vez apareceu em minha casa um quadro de uma moça, a noite ela falava comigo, não tinha medo, gostava de ouvir o que ela me dizia:


Saia desta casa, olhe o céu e veja as nuvens cinzentas, aproveite tudo que o destino vai - lhe trazer, antes que chegue a idade do esquecimento.

Mas essa fase passou, o quadro foi queimado, sobrando apenas as cinzas... 
Eu sou uma cinza sem fogo, minha chama não és vermelha, ficou estragada e verde, estou debaixo da terra, esperando a semente do amor germinar em meu peito, para que desta forma, exploda uma arvore em minha alma.

Estou com frio, vou andar para esquentar. Preciso da poesia, sou um poeta.
Mesmo na solidão do chão, abandonado, sou um poeta. 
Um poeta com a ideia da morte, com a arma na mão, pronto para atirar.
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Passou a vontade. 
Onde eu estava?
No jogo da vida, 
Tudo é nada e tudo é tudo também.
Eu quero ficar onde você esta! 
Confortável. Vivo. 
Antes de ecoar o adeus, lembre - se eu fui um poeta teu.


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