sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A CONQUISTA DA SUA CRUELDADE



"Não posso morrer, nem viver, nem não desejar morrer ou viver"
Antonin Artaud


A CONQUISTA DA SUA CRUELDADE

Um corpo sem corpo, ou na máxima da alma, um corpo total...
Em nossa linha do desejo, nossos passos desenvolve entre o ser, aliás ser algo ou alguém. Em um determinado momento pegamos um pensamento retrógrado, não somos aquilo que pensamos ser, viramos esse ser acabado e limitado.

Temos uma angústia enorme e absoluta, já que além do já mencionado, viramos um indivíduo mercadoria, nós privamos do corpo cru, para privatizar nossa alma de selos capitalistas e materiais, uma paranoia, uma despotencialização do corpo total. Precisamos e temos que lutar para fundir o eu e o si mesmo.
Em cada fase da vida evolutiva sofremos muito, nosso estado bruto, expressa alucinações e desesperos contínuos com altas crises de rebeldia entre o espírito e o corpo. Isto acaba sendo uma somatização desenfreada, dilacerando tudo que poderia ser a harmonia e paz em nosso corpo, sobrando apenas aflição.
Diante disto, os sofrimentos são efeitos do mecanismo evolutivo da alma, vivemos em degaste orgânicos e sensoriais, o efeito és único, morte em vida, um olhar aberto e carregado de luto. Não podemos mais aceitar, não mais, não deixamos a eleição ser vencida pelo sofrimento, vamos elevar o status de um novo cargo em nosso corpo, a libertação da carne, a crueldade do eu a conquista de si, tudo deve agir na crueldade, uma noção ao qual o fim é a renovação. Todas as ideias são mortas e determinadas, vamos procurar um novo meio, começar a trajetória pelo sensível e dispensar a realidade.

" Vamos romper a linguagem para tocar a vida"
Antonin Artaud

A palavra não pode mais julgar, avaliar, pré julgar nenhuma fórmula, somente deve fazer a transformação - DEVIR.
A carne deve ser o verbo, assim seja.
A conquista de uma crueldade, antes...
Devemos dinamitar o nosso eu, para ver se após sua destruição, nosso eu encontra a totalidade da alma.










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