quinta-feira, 13 de abril de 2017

Banheiro Público – Centro Cultural Vergueiro



Até por uma expectativa do local, esperava mais, mas não posso dizer que me decepcionou por completo, afinal era pleno sábado fim de manhã, onde já muitas passaram por ali. O banheiro da entrada pareceu ser mais visado e utilizado.

Ora, antes de entrar, ao perceber que o rebanho público se alegrava na frente do espelho para se produzir, abriu as vestes e apareceu tudo para que lhe olhasse. Se eu fosse um desses seres, teria aproveitado meu tempo para o que importa usar o banheiro, se não lhe houvesse segurado a palavra. Nessa altura, usei. Quando se recupera a vontade tem-se outra visão das coisas, declaro que se por acaso houvesse feito ou dito algo inconveniente, pedia a Suas Senhorias que levassem isso à conta do aperto. Três ou quatro marafonas que se achavam ao meu lado exclamaram: Oh! Que belo banheiro!” e lhe perdoo de todo o coração. Mas essa opinião carece de valor, porque elas teriam dito a mesma coisa, se no fim de tudo nem era tudo não estava tão organizado.

Ó meu senhor! Anula-se vossa sabedoria ante esse banheiro específico. Não saiais hoje. Declarai a todos que o que vos prende aqui não é o banheiro em sim, mas o reflexo de tua própria imagem. Por este tem que ser o pior, já que os outros de fragrância és mais superior a este!? Incumbido de dizer-lhes que não vos sentis bem. Que assim, de joelho, eu consiga de vós alcançar isso.


Quisera ter-te lá e aqui de volta, sem que fosse preciso mandar nada. Assiste-me, firmeza! Não me deixes escolher qual usar, e entre meu coração e a minha vontade põe de permeio uma montanha ingente. Tenho coragem de voltar, pois não é de todo ruim. Quão difícil é para uma mulher guardar segredo! Ainda estás ai? Sim.
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