sábado, 1 de abril de 2017

ENTREVISTA - JARI ZAMAR


"Poesia é a síntese dos sentimentos temperada com o brilho estético e com o perfume lírico"


Hoje vamos conhecer uma poesia, um poeta, uma obra evoluída das palavras. Tive o prazer de conhecer seus escritos pelas redes sociais e não mais abandonei. Suas palavras são verborragia de uma alma cristalina e sábia!


BIOGRAFIA DE JARI ZAMAR:
Jari Zamar é carioca, nascido em 1954, formado em medicina e química. Também se dedicou à massoterapia, à psicanálise e ao coach. Ele é Membro Acadêmico da Academia de Letras do Brasil - Seccional Araraquara/SP, da Academia Luminescência Brasileira, da Academia de Ciências Letras e Artes de Vitória e da Academia Mineira de Belas Artes. O autor é amante da vida e das letras. Luta incansavelmente pela felicidade pessoal e coletiva. Acredita piamente que suas metas serão alcançadas!
Zamar tem cinco livros publicados: Brasil, Um Sonho Intenso...; Dezena Poética; Por Trás Das Palavras Da Fé; Amélia? Nem Morta! e Os Caiuniras, este último tendo sido classificado entre os cinco melhores romances do 2º Prêmio Talentos Helvético Brasileiros. Ele é bastante versátil, escrevendo contos, poemas, romances e ensaios sobre variados temas. Participou de diversas coletâneas, como O Bichonário Brasileiro, Madalena’s em Prosa e Verso, Poetizando Momentos, Antologia Criações, etc.. Em breve, lançará mais três livros, Cuidado, Contém Poesias, Coma Comida de Gente e Sombras da Caçada. Além de escrever livros e atuar como médico, dedica-se a palestras e conferências nas áreas da saúde, da educação e também motivacionais.


ENTREVISTA:
 Você se isola para escrever como alguns escritores?

De um modo geral, sim. Escrever necessita concentração e, num ambiente com muitas pessoas, torna-se bastante difícil alcançar esse estado (quase zen) no qual brotam as ideias. Às vezes, muito raramente, ocorrem inspirações (insights) em diálogos ou escutando o discurso alheio. Entretanto, posteriormente, é preciso o recolhimento para trabalhar a ideia, dar-lhe a cara definitiva.

  O que é a poesia?

Poesia é a síntese dos sentimentos temperada com o brilho estético e com o perfume lírico.

Quando foi que a poesia entrou na sua vida? Por que começou a escrever?

Comecei a ler e escrever poemas no início da adolescência. Porém os escritos dessa época perderam-se pelo tempo. Depois, com as responsabilidades da vida adulta, o veio poético secou. Passaram-se muitos anos e nada brotou. Há vinte e cinco anos, aproximadamente, fui assaltado. Pistola encostada na cabeça e todas as demais emoções que um bom assalto proporciona. Quando cheguei em casa, surgiu a necessidade de registrar no papel aquela situação que havia vivenciado. Passei a narrar e analisar o acontecimento. Ao findar, percebi certo ritmo e algumas rimas no texto que produzira. Decidi reescrevê-lo, tendo já a intenção de transformá-lo em poema. Não é que deu certo? Não se tratava de nenhuma joia literária, mas contava o fato de um jeito meio artístico. Esse foi o primeiro poema desta nova fase. Depois dele, não parei mais. Paradoxalmente, tenho de agradecer àqueles assaltantes por terem despertado o poeta que se encontrava em estado de hibernação.

De onde veio a ideia para seus escritos?

As ideias (inspiração) surgem a partir das experiências internas (sentimentos e emoções) e da observação do mundo ao nosso redor (natureza, animais, vegetais, comportamento humano, etc.).

      Há um método para se fazer literatura?

Eu diria que o método consiste em ler muito. Não só os grandes mestres, já consagrados, mas também novos escritores, ainda pouco conhecidos, porém alguns de inestimável valor. Quando surgir a inspiração, passe para o papel (ou para a telinha) as suas ideias, livremente. Por fim, faça uma revisão, reelabore seu texto, cortando o supérfluo, acrescentando um ou outro detalhe que passou despercebido na primeira escritura, corrigindo erros ortográficos ou gramaticais, aprimorando o viés estético, enfim, execute a arte final do texto como se ele fosse um quadro que será exposto na principal galeria de New York.
    
     Quais autores são referência para o seu trabalho?

Na poesia, Olavo Bilac, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, Manoel Bandeira e outros. Na prosa, Érico Veríssimo, Fernando Sabino e João Ubaldo Ribeiro foram os mais importantes.

     Como vê a crítica ao seu trabalho?

Vejo a crítica com certa desconfiança. Recebo muitos elogios ao meu trabalho. Às vezes, penso que estão sendo demasiadamente condescendentes.

     Fale um pouco sobre si.

Sobre mim? Nada de especial. Apenas busco viver seguindo o caminho natural das coisas, sem remar contra a corrente, buscando ser feliz e, na medida do possível, distribuindo felicidade aos que me cercam.

Qual ou quais os livros (de ficção ou não-ficção) que mais o marcaram?

 “Encontro Marcado” de Fernando Sabino, “Incidente em Antares” de Érico Veríssimo, “Tao te Ching” de Lao Tsé e “O Monge e O Executivo” de James Hunter.

      Possui projetos para livros?

Sim, muitos projetos. Tenho cerca de uma dezena de livros quase prontos, faltando pouquíssimos detalhes para a sua conclusão. Estão arquivados, aguardando oportunidade para serem publicados. Ainda este ano, pretendo publicar três deles.

     Quem você espera que sejam seus leitores?

Meu público pertence a uma faixa etária bem restrita. Vai de 8 a 108 anos, aproximadamente. De um modo geral, pessoas que gostam de refletir acerca dos dramas do dia a dia.


 COMO FALAR COM O POETA


Terminamos com uma poesia deste poeta!



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