quinta-feira, 4 de maio de 2017

Banheiro Público – Estação Adolfo Pinheiro



Não há muito que falar deste aqui, mesmo o cheiro não sendo de limpeza, não se sente nada de ruim, limpos, mas claro mesmo assim não é bom confiar em encostar a pele na tampa. No entanto o que incomoda neste banheiro tirando o fato da descarga quebrada são as torneiras, é como se eles não quisessem que as pessoas lavassem as mãos, pois não dá para larvar as duas ao mesmo tempo, pois a torneira é bloqueada e quando se aperta não dura nem 2 segundo. É um banheiro apertado e quando tem muitas pessoas dentro não se pode locomover, os boxes são maiores que o corredor de espera. Não foi feito para comportar muita gente como algumas vezes tem. Na estação Adolfo Pinheiro da linha lilas do metro, tive a seguinte experiencia.
                                                                      
Ser realista, é nada; é necessário sê-lo com segurança. É muito grande nosso medo de encontrar tamanho desconforto em um recinto que teoricamente deveria proporcionar o contrário; em sua postura soberana de estar bom assim qualquer coisa que deve  ser temino, até um respirar lá dentro, mesmo parecendo inofensivo. E corajoso como poucos e à têmpera indomável do espírito une uma sabedoria que faz o valor no alvo acertar sempre e jamais, jamais encostar-se a algo por lá, apenas fazer o que tiver que fazer.

Não há banheiro algum do qual eu tenha medo, e junto deles meu gênio se intimida com tamanha sujeira, mas pior é uma limpeza camuflada. Dirigiu-se corajoso às irmãs, interpelando-as quando o nome do banheiro elas me deram, forçando-as a falar-lhe a seu respeito, ao que elas, quais videntes, o saudaram como pai local de urgência. Na cabeça puseram-me que não se pode confiar e estavam certos, para que mo arrebate um punho estranho, pois para banheiro nenhum humano sabe preservar ou usar. Se for assim, para a posteridade, tão-somente, sujei a alma; matei para eles o gracioso “mijar”; por causa deles ódio pus no vaso da minha paz, havendo entregue a minha jóia eterna ao comum inimigo do homem apertado.

Quem vem lá? Fica na porta e espera até que eu saia, pois aqui não cabe ninguém mais.
Muito bem; refletistes no que eu disse? Sabeis, pois, que foi ele quem, até hoje, vos tem deixado em posição precária, o que pensáveis que era culpa minha. Tudo isso vos expus à farta em nossa última urinada; apresentei-vos as provas da maneira por que tendes sido prejudicados e burlados, os instrumentos, quem os manejava, e tudo o mais, que proclamar faria até mesmo meia alma ou tipo idiota: "Eis o que do banheiro sobrou!"

Sim, explicastes-nos.


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