quinta-feira, 11 de maio de 2017

Banheiro Público – Mercado Cercadão



Fico pensado o que acontece nos mercados, para que os banheiros sejam assim, mas ao contrário do outro este já utilizo com freqüência e foi a primeira vez que o encontrei nessa imundice, normalmente é sujo, mas não tanto. Todo chão com urina nas laterais do vaso e até paredes, não sei como conseguem, e nem consigo imaginar. O cheiro estava forte e desagradável. Tinha que pisar em pontos estratégicos para não se sujar e novamente trabalhar com contorcionismo para o uso. Não havia papel higiênico apenas papel toalha para secar as mãos e sabemos o quão ruim é usá-los. Este mercado do bairro do Campo Limpo, próximo do terminal é uma opção de uso que nas ultimas vezes não tem valido a pena.

Sim, passais por homens e mulheres, como os perdigueiros, os galgos e os mastins, por junto, são chamados de seres racionais que nem um banheiro sabe usar; cada um conforme as próprias qualidades que lhe haja dado a liberal natura e que um título à parte lhes granjeia na lista em que se encontram conglobados. Com os homens dá-se o mesmo. Assim, se tendes um lugar no banheiro, não sendo ele o mais mesquinho e vil da humanidade, falai, que então vos confiarei ao peito certo assunto, de cujo cumprimento resultará ficar vosso inimigo supresso para sempre e vós mais presos à nossa gratidão e nosso afeto, pois também se ressente nosso estado da vida dele, e só se refará se vier a falecer.

Meu suserano sou um indivíduo que os maldosos banheiros fui presenciar e seus modos higiênicos tens me irritado de tal modo, que faria não importa o que for para vexá-lo.

E eu sou outro tão lasso de desastres, tão amassado pelo vil destino, que a vida arriscaria em qualquer lance, para de vez perdê-la ou endireitá-la, talvez limpá-la se estivesse certo que assim permaneceria. Sua porqueira me incomoda e sua pouca importância ao demais que assim como tu precisarão.

E meu é ainda, em conflito a tal ponto sanguinário, que os minutos de toda a sua vida ferem de perto o coração da minha. É bem verdade que eu podia, às claras, varrê-lo para longe, reportando-me tão-só ao meu querer. Mas me contenho por causa de uma moralidade estúpida que porcos como você se safam. Terei de lastimar, assim, a nojeira de quem não tem noção. Esse o motivo de revolta agora a vossa inutilidade, pois me forçam razões de muito peso a evitar retornar a este banheiro que antes me era de prioridade.
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