sexta-feira, 19 de maio de 2017

CUIDADOS PALIATIVOS



A Medicina Paliativa procura conseguir que os pacientes desfrutem os dias que lhes restam de forma mais consciente possível, livres da dor e com seus sintomas sob controle. Isso tudo é pretendido para que esses pacientes possam viver seus últimos dias com dignidade, em sua casa ou em algum lugar mais parecido possível, rodeados de pessoas que lhes queiram bem. Na realidade, esse tipo de cuidado pode ser realizado em qualquer local onde o paciente se encontra, seja em sua casa, no hospital, em asilos ou instituições semelhantes, etc.

 Paliativo é um tipo de cuidado médico e multiprofissional aos pacientes cuja doença não responde aos tratamentos curativos. Para a Medicina Paliativa é primordial o controle da dor, de outros sintomas igualmente sofríveis e, até, dos problemas sociais, psicológicos e espirituais. Os Cuidados Paliativos são interdisciplinares e se ocupam do paciente, da família e do entorno social do paciente.

 Os Cuidados Paliativos não prolongam a vida, nem tampouco aceleram a morte. Eles somente tentam estar presentes e oferecer conhecimentos médicos e psicológicos suficientes para o suporte físico, emocional e espiritual durante a fase terminal e de agonia do paciente, bem como melhorar a maneira de sua família e amigos lidarem com essa questão.

Cinco estágios do luto

1. Negação: É um mecanismo de defesa temporário do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desse mecanismo de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação não persistem por muito tempo. O individuo se nega a aceitar a condição de está prestes a morrer.

2. Fúria/ Raiva: Surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento. Os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento. O individuo se revolta contra a condição de morte eminente.

3. Barganha: Acontece após a pessoa ter deixado de lado a Negação, “percebendo” que a raiva também não resolveu. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e normalmente, mantidas em segredo. O individuo se apega ao lado espiritual ou algo que posse dar conforto ou tira-lo dessa situação, ex. Reza para seu Deus.

4. Depressão: aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda. O individuo perde a motivação para lutar contra a morte.

5. Aceitação: nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da morte. É claro que interessa que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional. Assim ocorrendo, o processo até a morte pôde ser experimentado em clima de serenidade por parte do paciente e, pelo lado dos que ficam de conforto, compreensão e colaboração para com o paciente. O individuo aceita a condição de morte eminente.


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