terça-feira, 9 de maio de 2017

HILARION O VIAJANTE PARTE 2 DE 2


CONHEÇA A TRAJETÓRIA, LEIA O CAPÍTULO ANTERIOR...


Hilarion abriu um sorriso simples, e resolveu abraçar aquela pessoa de seu passado. Após o abraço, eles iniciam um diálogo.
– Hilarion, por onde andou? Sumiu? Falaram que você enlouqueceu?
– Cuidado com essas perguntas. São tesouros degenerativos, é como se tudo que falassem de mim, aconchegasse seu fluxo de verdades. Andei pelas ruas deste mundo solitário para condicionar minha existencialidade. Hoje enxergo coisas que realmente eu posso afirmar.  Antes eu era louco! Sou a superação do meu outro eu. Sei o que está acontecendo, me envolvo nele, criando uma bola sugadora de ideais. Penso pelo simples fato do crescimento do universo.
Sem entender muito que o Hilarion dizia, acredita que o amigo ficou louco mesmo. Resolve ir embora.

– Depois passarei em sua casa para conversarmos mais. Você deve estar cansado da viagem. Vá descansar.
– Não estou cansado. Antes de prosseguir posso perguntar algo?
– Sim, claro que pode.
– Você está satisfeito com sua vida?
Logo que a pergunta foi feita, houve um silêncio pelo ar. Sendo que depois de muitas coçadas na cabeça veio a resposta.
– Estou bem comigo e com o rumo da minha vida. Por que o questionamento Hilarion?
Hilarion olhou bruscamente e assombrado para seu amigo. A seguir, assim falou:
– Você está acostumado a tal ponto que acha que sua existência já é o suficiente. Afirmo que minha existência só será plena quando eu der uma boa justificativa para ela. Quando todas as coisas que me completa crescerem perante a minha sabedoria. Diante do perigo não parar ou tremer, sabendo que após todo declínio meu indivíduo vai para o além e o distante. Por fim, inclinar minhas respostas para a natureza infinita.
Depois de lançar essas palavras ao seu amigo, Hilarion lançou um olhar ao seu coração. – “Aí está ele, em minha frente rindo por dentro. Nada de me compreender.”
Despediu-se de seu amigo e seguiu para sua antiga casa. Antes de beirar seu bairro, estranhava as mudanças e evoluções nos últimos anos. Já se perdendo, para uma criança e a pergunta.
– Onde fica o Jardim das Pedras?
A criança fica a princípio com receio, mas resolve dar a informação.
– Então tio, aqui é o Jardim Das Pedras.
Vendo que realmente tudo mudou, Roberto é mais incisivo.
– Onde fica o Campo do Madigal?
– “Tipo assim” – Fica no final desta rua. Antes da criança ir nosso viajante a segura para lhe dizer algo.
– Menino? Sabia que você é a inocência deste mundo! Um começo de vida, uma roda vibratória de energias tão boa. Uma afirmação do progresso.
Sem querer ficar ali parado ouvindo, responde rapidamente e vai embora.
– Tá bom! Tio. Tenho que ir.
Sabendo de seu caminho, ele encontrou sua rua. Chegou ao seu passado. Ninguém estava no local. Sentou-se em frente ao portão. Esperando sua Mãe. Foi então que Hilarion, o viajante da década olhou para você. Sim, você que está lendo este conto. Ele sabia que se sua pessoa chegou até aqui, ele teria que dizer as seguintes palavras.
– “Eu amo aquele que vive para conhecer”.
– “Eu amo aquele que usa sua virtude para potencializar seu destino”.
– “Eu amo aquele que sabe ler aprendeu a criticar o mundo”.
– “Eu amo aquele de alma profunda”.

– Por fim, siga seus pensamentos e o universo abrira portas para você onde antes só havia paredes.
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