sexta-feira, 12 de maio de 2017

QUEM É VOCÊ UMA TÉCNICA PARA O AUTOCONHECIMENTO


O autoconhecimento é uma prática esquecida e/ou evitada pelo individuo, por seus profundos questionamentos e o contato com sentimentos que antes foram reprimimos por não saber lidar com eles, por medo ou por simplesmente não querer entrar em contato, a sociedade nos molda e consequentemente deixamos nossa identidade à deriva, criando máscara para sobreviver em determinados ambientes e para lidar com todo tipo de pessoa. O Quem é você vai além de um simples método teatral, ela transcende a alma e faz com que aquele que se permitir entrar em contato com sua essência. Assim, quando alguém fórmula uma perspectiva conhecida sobre o viver, se vê sempre na possibilidade de encontrar algo que ferirá o seu anseio completo, e este somente se realizam ao custo da insatisfação da realidade, fazendo, assim, com que está se mostre de maneira crua ao produzir com isso a dor. Com essa determinação irreversível e implacável, a filosofia, pretende refletir na esperança íntima de criar novas realidades numa cartase essencial que chamamos vida, juntamente com elementos da proposta que trará um contato mais humano e pessoal da sociedade, colocaremos a luz das discussões uma forma do ser mostrar sua cara e as memórias emotivas para o ser humano soltar seu verdadeiro eu.

 Com a psicanálise de Freud pegaremos a estrutura de consciência e subconsciência, a questão do ID, EGO, SUPEREGO. Sobre a ansiedade por ser um conflito emocional, e os mecanismos de defesa que auxiliam no processo do reencontro consigo mesmo encontre o seu eu. 


GALLATIN (1942) cita na teoria de Sullivan que o jovem reflete a forma ao qual fora tratado na infância, incluindo os traços, manias, comportamentos e personalidades.

FILHO (2007) afirma que os problemas da subjetividade, como conhecimento e a racionalização, unifica nossas atitudes com nosso estado mental.

O Princípio do Respeito à Pessoa é central na Bioética. Tem algumas características que o compõe, tais como a privacidade, a veracidade e a autonomia. Este princípio recebeu diferentes denominações, tais como Pessoas, Princípio ou Princípio da Autonomia, de acordo com diferentes autores em diferentes épocas. A utilização deste conceito básico assume diferentes perspectivas, desde a mais individualista até as que inserem o indivíduo no grupo social. Uma das bases teóricas utilizadas para o princípio da Autonomia é o pensamento de John Stuart Mill (1806-1883). Este autor propôs que sobre si mesmo, sobre seu corpo e sua mente, o indivíduo é soberano.

Kant, em sua obra Fundamentos da Metafísica dos Costumes, escrita em 1785, propôs o Imperativo Categórico. De acordo com esta proposta a autonomia não é incondicional, mas passa por um critério de universalidade.

“A autonomia da vontade é a constituição da vontade, pela qual ela é para si mesma uma lei - independentemente de como forem constituídos os objetos do querer. O princípio da autonomia é, pois, não escolher de outro modo, mas sim deste: que as máximas da escolha, no próprio querer, sejam ao mesmo tempo incluídas como lei universal.”

Barry (2001) cita na teoria de Piaget a autonomia como a última etapa do desenvolvimento moral da criança sendo a primeira fase como anomia que é a obediência pelo hábito e não pela consciência do que é certo e errado, a sua fase que é a heteronomia é o certo como cumprimento das regras e o errado como a violação independente dos motivos e pôr fim a autonomia que refere-se como o respeito as regras de acordo com um acordo mútuo.

Artaud define a crueldade humana como um processo consciente, mas a crueldade e si não se baseia apenas em violências, mas também como rigor, aplicação e decisão implacável, determinação irreversível, absoluta. Artaud dizia:

 “É assim que todos os grandes Mitos são negros e é assim que não se pode imaginar fora de uma atmosfera de carnificina, de tortura, de sangue vertido, todas as magníficas. Fábulas, que narram para as multidões a primeira divisão sexual e a primeira carnificina de espécies que surgem na criação. O teatro, como a peste, é feito à imagem dessa carnificina, dessa essencial separação. Desenreda conflitos, libera forças, desencadeia possibilidades, e se essas forças são negras, a culpa não é da peste ou do teatro, mas da vida. (ARTAUD, 1971, p.28).”

Logo a crueldade se encontra desde o início para o dramaturgo Artaud, onde compara seu método do teatro da crueldade, com peste da crueldade da vida.

Artaud (1991) e seu escrito “O Pesa-Nervos” desconstrói toda simbologia da palavra, pois a palavra não tem valor. Ele relata que a transformação interna é muito mais valiosa que meras palavras, pois ao sujeito entrar no processo de metamorfose, não necessitará dizer nada. Suas emoções e sentimentos dirão tudo que seu estado de espírito precisará.
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